CIÊNCIA - NOVAS FONTEIRAS
Pela primeira vez na história portuguesa, o orçamento da Ciência e Tecnologia (C&T) atinge em 2008 o valor de um por cento do PIB. Cumpre-se assim, como salientou o primeiro-ministro, “uma das grandes prioridades do Governo”.
José Sócrates, falava no Fórum “Novas Fronteiras”, sobre Ciência e Tecnologia, que decorreu no Centro Cultural de Belém e que contou ainda com a presença do presidente do Partido Socialista, Almeida Santos, do ministro do Ensino Superior, Ciência e Tecnologia, Mariano Gago, do investigador do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC), Alexandre Quintanilha, do coordenador do programa do Massachussets Institute of Technology (MIT) para Portugal, Dan Ross e ainda de José Manuel Fonseca de Moura, professor no Carnegie Mellon University (CMU) de Inglaterra.
A importância deste anúncio, feito por José Sócrates tem tanto mais significado quanto nos lembrámos, como acentuou o primeiro-ministro, que o orçamento para a C&T canalizado o sector da Investigação e Desenvolvimento (I&D) representava até 2005 apenas 0,75 por cento do PIB nacional.
Depois de referir que Portugal é “já hoje um país exportador de tecnologia”, algo que sucede em muitos anos pela primeira vez, concorrendo, como recordou, no mercado global “com as maiores potências e afirmando-se um competidor de prestígio”, adiantando a este propósito que “a nossa balança tecnológica é desde Janeiro de 2007positiva”, o primeiro-ministro sublinhou ainda o facto de em apenas dois anos o país ter já registado mais patentes tecnológicas, quer na Europa, onde duplicou a sua presença, quer nos Estados Unidos da América, país onde registou mais de 70 por cento de novas patentes.
A principal razão porque Portugal tem vindo a avançar exponencialmente na área da investigação e da ciência, recordou ainda José Sócrates, deve-se sobretudo ao facto do Governo ter apontado “desde o princípio” o sector da educação como uma das suas principais prioridades, de que o aumento para 5820 bolsas concedidas é bem disso um dos exemplos.
“Estamos a apostar de forma determinada na educação, sobretudo aquela que se dirige para as áreas da ciência e da investigação”, disse ainda José Sócrates, lembrando que desde “há muitos anos que não existia em Portugal tanto apoio das políticas públicas ao sector”, com resultados que se traduzem, nomeadamente “no aumento substancial das parcerias internacionais” o que na sua perspectiva “constitui uma nova visão da abertura do país ao exterior”.
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